” Via Canção / Uma gota passeando no tempo / Reciclando o lixo / Criando e recriando / Entre pedras ”
” A mistura nasce da liberdade na hora de criar e fazer os arranjos . Mas existe um cuidado também , não é misturar por misturar … Há uma proposta de dialogar com o passado e a tradição , e a mistura de referências não só do samba e do rock , mas do jazz e outros gêneros tornam esse diálogo mais rico e atual . ”
”Via Canção” foi gravado pelo engenheiro de som Julius Britto no ”Degrau Estúdio” montado por Julius e Apoena, produtor do disco, e lançado pelo selo TUMDUM.
Como primeiro trabalho, o processo de produção serviu como um grande aprendizado para projetos posteriores. Tocar e gravar com músicos e produtores que já estavam na estrada há um tempo como o já citado Apoena, Rafael Garrafa, Felipe Castilholl, João Fernandes e Daniel Montes (integrantes do grupo de samba Casuarina), foi uma experiência enriquecedora para a primeira empreitada profissional.
Os frutos colhidos foram muitos, além da resposta virtual e dos programas de rádio que pôde participar ( ”Faro MPB’ ‘e o programa do Solano Ribeiro da rádio cultura de SP), nos muitos lugares em que tocou ( Cinemathéque , Sergio Porto, Centro Cultural Suassuna, Lona Cultural de Jacarepaguá, Sesc Ramos, Livraria da Cultura, Villaggio Café, Riviera Moema Bar, Centro de referência da música carioca..) a receptividade do público foi excelente.
O repertório do álbum já revelava maturidade em faixas que seriam gravadas e interpretadas novamente como ”Nas Águas do Mar”, ” Vá Ver”, ”Via Canção”, ”Adeus”, ”Entrega” e ”Devaneio”.
O trabalho se caracteriza pelo requinte harmônico/melódico e letras críticas e equilibra influências que vão de Cartola à Chett Baker, passando por Gil e Itamar Assumpção buscando alcançar variedade e unidade.
O disco ainda abriu portas e diálogos com outros compositores e artistas em projetos como o ” Identidades “, que apresentava uma nova geração de compositores e bandas como Escambo, Gabriel Versiani, , Matheus Von Kruguer; “Quanto Mais Arte” que tinha como proposta unir músicos e artistas plásticos como Geléia da Rocinha, Gabriela Irigoyen e Daniel Barreto.
Foi sem dúvida um primeiro passo importante que serviria como ponte para outros trabalhos e motivo de orgulho.
Ficha técnica
Guitarra e produção musical: Apoena
Baixo: Rafael Garrafa
Bateria: Felipe Castilholl
Percussão: Cassio Acioli
Violão: Daniel Montes
Bandolim: João Fernandes
Cavaquinho: Ana Rabello e Abel Luiz
Trompete: Pedro Paulo
Flauta: Maria Isabel
Clarinete: Guto de Oliveira
Gravado e mixado por Julius Britto em ”Degrau estúdio ‘